Expansão de Crimson Desert é adiada para a segunda metade de outubro

Crimson Desert

Quem esperava retornar a Pywel ainda na primeira quinzena de outubro terá que esperar um pouco mais. A Pearl Abyss adiou o lançamento de Charting the Unknown, expansão de grande porte de Crimson Desert, que agora chegará em 29 de outubro. O conteúdo estava originalmente previsto para 15 de outubro, mas o estúdio decidiu adiar o lançamento para ter mais tempo de desenvolvimento e realizar os últimos ajustes antes de disponibilizá-lo aos jogadores. Em comunicado, a Pearl Abyss explicou que as duas semanas adicionais serão utilizadas para melhorar a estabilidade e o acabamento da expansão. “Estamos trabalhando duro em Crimson Desert Enhanced: Charting the Unknown para trazer novas aventuras a Pywel. No entanto, determinamos que precisamos de tempo adicional de desenvolvimento para oferecer uma experiência de jogo mais polida e estável”, afirmou o estúdio. A desenvolvedora também pediu desculpas pela mudança no calendário e reforçou que o período extra será dedicado ao refinamento do conteúdo. Hello, Greymanes. We would like to share an update regarding Crimson Desert’s upcoming DLC. pic.twitter.com/mKNmYn10jX — Crimson Desert (@CrimsonDesert_) September 30, 2026 O que esperar de Charting the Unknown Charting the Unknown é descrita pela Pearl Abyss como uma expansão de grande porte para Crimson Desert, com novas aventuras e conteúdos ambientados em Pywel. Com o adiamento, o lançamento está marcado para 29 de outubro.

PS Plus Essential: jogos de outubro de 2026 são anunciados

PS Plus

A Sony revelou os jogos que estarão disponíveis para os assinantes do PS Plus Essential em outubro de 2026. A nova seleção poderá ser resgatada a partir de 6 de outubro e ficará disponível até 2 de novembro. Ao todo, são três jogos para PS5 e PS4, incluindo um título de Fórmula 1, um shooter de extração e uma aventura cooperativa com estética voxel. Confira a seleção da PS Plus para Outubro de 2026: F1 25 — PS5 O título mais recente da série de Fórmula 1 da EA Sports coloca os jogadores na temporada 2025 da categoria, com diferentes modos de jogo para quem busca uma experiência de corrida baseada no campeonato oficial. Hunt: Showdown 1896 — PS5 Desenvolvido pela Crytek, o shooter de extração combina confrontos contra outros jogadores com criaturas controladas pela inteligência artificial. Os jogadores precisam enfrentar os perigos do cenário, obter suas recompensas e conseguir escapar com elas. Earth Defense Force: World Brothers 2 — PS5 e PS4 A aventura cooperativa aposta em personagens e cenários construídos com blocos, mantendo a proposta de ação característica da série. O jogo coloca os jogadores contra grandes grupos de inimigos e permite formar equipes para enfrentar as ameaças. Os três títulos poderão ser adicionados à biblioteca dos assinantes do PS Plus Essential a partir de 6 de outubro, permanecendo disponíveis para resgate até 2 de novembro. FONTE: PlayStation.Blog

Valor Mortis ganha primeiro trailer de gameplay e confirma lançamento para outubro

Valor Mortis

A Lyrical Games divulgou o primeiro trailer de gameplay de Valor Mortis, novo soulslike em primeira pessoa da One More Level, estúdio responsável por Ghostrunner. Narrado por James Alexander, dublador do protagonista William Dowsett, o vídeo apresenta detalhes do combate, dos sistemas de progressão e da história, além de mostrar novos níveis e ambientes. Valor Mortis será lançado em 13 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam. No Xbox, o jogo também estará disponível no primeiro dia pelo Xbox Game Pass. A versão para o mercado brasileiro terá preço de R$ 124,99. O jogo também contará com uma Edição Deluxe, que inclui um DLC de história previsto para 2027 e pacotes cosméticos que serão lançados ao longo do período. A One More Level também planeja atualizações gratuitas para adicionar novos conteúdos e formas de jogar nas semanas e meses seguintes ao lançamento. Combate em primeira pessoa O trailer apresenta o combate rápido e violento de Valor Mortis, que combina ataques leves e pesados com gerenciamento de resistência, defesas e contra-ataques. A escolha das armas também terá papel importante nos confrontos, exigindo que o jogador adapte sua abordagem de acordo com o inimigo. Entre as armas mostradas está a claymore, uma espada de duas mãos mais lenta, mas capaz de causar grande impacto. O protagonista também pode utilizar um mosquete, que oferece maior alcance e potência em comparação com sua pistola. A variedade de equipamentos busca fazer com que cada confronto exija um pouco mais de atenção, em vez de depender apenas de ataques repetidos. Transmutações ampliam as opções de combate Outro sistema apresentado no vídeo são as Transmutações, habilidades utilizadas por William com a mão esquerda. Elas podem fortalecer o protagonista, enfraquecer adversários, causar dano ou ajudar na movimentação pelo cenário. Entre as opções mostradas está Fogo, capaz de incendiar inimigos; Escudo, que absorve ataques e posteriormente libera uma onda de choque; e Gancho, utilizado para alcançar pontos de ancoragem e atravessar determinadas áreas do ambiente. A combinação dessas habilidades com o arsenal permite diferentes abordagens durante os confrontos, dando ao jogador mais liberdade para adaptar seu estilo de jogo. Progressão segue a fórmula soulslike Valor Mortis também aposta em sistemas de progressão inspirados no gênero soulslike. Os Catalysts funcionam como a moeda utilizada para aprimorar atributos como vida, resistência e defesa. Quando William morre, os recursos ficam no local da derrota, seguindo uma das características tradicionais do gênero. Já os Ambers encontrados durante a aventura podem ser equipados nas Lanterns conforme o personagem evolui. Esses itens permitem personalizar a configuração de William e adaptar seus atributos ao estilo de cada jogador. A proposta combina esses sistemas de progressão com um combate em primeira pessoa mais veloz, buscando levar a estrutura conhecida dos soulslike para uma perspectiva diferente. Elenco conta com nomes conhecidos O novo trailer chega poucos dias após a divulgação do elenco de voz de Valor Mortis. James Alexander interpreta William Dowsett, enquanto Jennifer English dá voz à personagem The Shrike. O elenco também conta com Vincent Cassel, vencedor do Prêmio César, que interpreta o imperador Napoleão Bonaparte. Valor Mortis chega em 13 de outubro ao PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

Marvel’s Wolverine | Review

Marvel’s Wolverine

Marvel’s Wolverine tinha um desafio particularmente difícil pela frente. Depois de transformar o Homem-Aranha em um dos melhores protagonistas de ação dos últimos anos, a Insomniac Games precisava encontrar uma identidade própria para outro personagem da Marvel que, apesar de também depender de combate corpo a corpo, funciona de maneira completamente diferente. Logan não tem teias, não atravessa a cidade pelos prédios e não precisa manter o combate bonito. Ele é um personagem construído em torno da força bruta, das garras de adamantium, da resistência e de uma capacidade de regeneração que permite continuar avançando mesmo depois de sofrer ferimentos que derrubariam qualquer outra pessoa. É justamente essa diferença que faz Marvel’s Wolverine funcionar tão bem em seus melhores momentos. A Insomniac não tentou simplesmente repetir a fórmula de Marvel’s Spider-Man com outro personagem. O combate é mais direto, agressivo e físico, enquanto a própria apresentação reforça constantemente a sensação de controlar alguém que pode receber tanto dano quanto é capaz de causar. Joguei Marvel’s Wolverine e encontrei um jogo que entende muito bem o que precisa fazer quando Logan coloca as garras para fora. O combate é seu grande acerto, acompanhado por uma apresentação técnica impressionante e por uma violência que não existe apenas para chocar, mas também para reforçar a identidade do personagem. Fora das lutas, porém, essa personalidade fica menos evidente. A furtividade é funcional, mas pouco desenvolvida, a exploração é bastante guiada e parte da progressão transmite uma profundidade maior do que aquela que realmente chega às mãos do jogador. Ainda assim, existe uma ideia que atravessa praticamente toda a experiência: fazer o jogador sentir que está controlando Wolverine. E é quando o jogo consegue alinhar suas mecânicas com essa fantasia que ele encontra seus melhores momentos. Agradecemos à PlayStation Brasil pelo envio de uma chave de Marvel’s Wolverine para PlayStation 5, que possibilitou a realização desta review. Um Logan ainda tentando descobrir quem é A Insomniac escolheu apresentar uma versão de Logan anterior à formação dos X-Men neste universo de Marvel’s Wolverine. A história parte da relação do protagonista com a Equipe X e de uma perseguição a mutantes que envolve Bolivar Trask, seus soldados e os Reavers. Jean Grey também faz parte desse período, enquanto personagens como Mística e Dentes-de-Sabre aparecem ligados ao passado de Logan e às relações que ajudaram a moldar quem ele é. Essa escolha permite que o jogo conte sua própria história sem precisar reproduzir diretamente as versões mais conhecidas dos quadrinhos ou do cinema. Há referências suficientes para agradar quem acompanha o personagem há anos, mas a campanha não exige conhecimento prévio de toda a mitologia dos X-Men. O resultado é uma história que funciona melhor quando olha para Logan como pessoa do que quando tenta surpreender pelo próximo grande acontecimento. Liam McIntyre acerta ao interpretar um Wolverine que não se resume a rosnados e frases agressivas. A força continua presente, mas existe também cansaço, culpa, humor seco e uma dificuldade constante de baixar a guarda. Isso aparece tanto durante os combates quanto nas cenas mais tranquilas. Logan se projeta para a frente quando luta, sempre tentando diminuir a distância até o próximo alvo. Fora das batalhas, muitas vezes acontece o contrário: ele evita olhar diretamente para alguém, responde pouco e mede cuidadosamente aquilo que está disposto a revelar. É nesses momentos que a interpretação ganha força. Wolverine perde parte de sua graça quando é reduzido ao sujeito durão que cura rapidamente. O personagem precisa encontrar algum equilíbrio entre a violência e a humanidade, e o jogo consegue isso principalmente nas pequenas interações entre uma missão e outra. Mística e Dentes-de-Sabre também ajudam nesse aspecto. Eles não estão presentes apenas para aumentar a quantidade de nomes conhecidos no elenco. Ambos carregam uma história com Logan e representam diferentes partes de seu passado, obrigando o protagonista a lidar com pessoas que conhecem versões dele que o jogador ainda está descobrindo. A campanha nem sempre é mais eficiente quando tenta surpreender, mas costuma funcionar bem quando precisa caracterizar seus personagens. As garras mudam completamente o combate O combate é, sem dúvida, o centro de Marvel’s Wolverine. É também onde a diferença para os jogos do Homem-Aranha da Insomniac fica mais evidente. Logan é rápido. Um avanço coloca o personagem diretamente sobre um inimigo, um aparo bem executado devolve imediatamente o controle da situação e uma esquiva permite criar o ângulo necessário para continuar atacando. Em grupos maiores, manter o movimento é fundamental. Inimigos de longo alcance precisam ser alcançados antes que ditem o ritmo do confronto, enquanto adversários mais pesados exigem maior atenção aos aparos, esquivas e reposicionamentos. A satisfação vem menos de decorar uma enorme lista de combos e mais de conseguir sustentar uma sequência agressiva sem perder a capacidade de reagir ao que acontece ao redor. As Técnicas ampliam esse repertório com golpes de maior impacto e recursos específicos para determinadas situações. Ataques, aparos, eliminações e sequências bem-sucedidas também alimentam a barra de Fúria, que pode ser utilizada para intensificar Logan ou alimentar seu próprio fator de cura. É uma combinação que funciona especialmente bem porque ataque e sobrevivência estão ligados ao mesmo sistema. A regeneração poderia facilmente transformar Wolverine em um personagem sem tensão. Em vez disso, o jogo cria situações em que o jogador precisa decidir se vale a pena gastar seus recursos para sobreviver naquele momento ou continuar apostando na agressividade. Essa relação fica ainda mais interessante em situações em que a Fúria pode evitar uma derrota iminente e permitir que Logan continue lutando. É uma solução simples, mas muito adequada ao personagem. O sistema não chega à profundidade de um character action criado para ser explorado durante centenas de horas. O conjunto básico é tão eficiente que algumas melhorias acabam parecendo mais interessantes visualmente do que necessárias. Em muitos confrontos, uma combinação de ataques básicos, esquiva, aparo e uma Técnica utilizada no momento certo já é suficiente para resolver a situação. A variedade de inimigos também poderia acompanhar melhor a evolução do repertório de