Desde o lançamento de Stray, jogos protagonizados por gatos ficaram populares. Títulos como Cat Quest já existiam, no entanto, nunca haviam ganhado tanta atenção. Dessa forma, quase um novo subgênero surgiu: o dos “jogos de gatinho”, mas com propostas bem diferentes. Aliás, já joguei Copycat no PC e estava ansioso pela versão de PS5. Portanto, este game se destaca por sua narrativa única.
Copycat está disponível para PS5, Xbox Series e PC. Esta análise foi feita na versão de PS5.
Conheça Dawn: Uma História de Autodescoberta Felina

Primeiramente, conhecemos Olive, uma senhora que busca adotar uma nova gatinha. Você pode escolher a aparência da sua felina. A partir daí, você controla Dawn, que inicia sua jornada de autodescoberta.
Como a experiência é narrativa, evitei detalhar a história. Afinal, é nela que Copycat realmente brilha. Dawn carrega cicatrizes do passado. Ela não confia em humanos e deseja ser livre. Essa desconfiança logo fica clara ao interagir com Olive. As únicas opções são arranhar ou morder a simpática senhora. Este momento, por exemplo, me impactou. Não queria fazer essas escolhas e me senti mal por isso.
Contudo, rapidamente começamos a entender Dawn. Balões de texto surgem, revelando seus pensamentos. Além disso, ao explorar, descobrimos mais sobre seu passado. Notamos também como o vínculo com Olive se forma, aos poucos. É uma relação sutil. De repente, estamos totalmente envolvidos com a trama.
Gameplay e Mecânicas: A Vida de um Gato em Jogo

Os controles são simples: corra, pule, mie e derrube objetos. No que diz respeito ao gameplay, Copycat oferece grande variedade. O jogo é dividido em momentos de exploração, que enriquecem a experiência. Adicionalmente, há trechos com corredores infinitos, perseguições, sequências de stealth e muitos QTEs em confrontos com outros animais.
Sonhos e Simbolismos: A Pantera Interior de Dawn
Intercalando as mecânicas, temos os sonhos de Dawn. Após assistir a um documentário sobre a vida animal, ela decide fugir. Dawn se imagina como uma pantera, e isso se reflete em seus sonhos. O jogo então apresenta um narrador, inspirado em documentários do Discovery Channel. Uma trilha sonora que remete à savana africana acompanha. O narrador descreve as ações de Dawn como se ela fosse uma predadora. Essa escolha é criativa e oferece alívio. Ela equilibra os temas mais pesados, assim, trazendo leveza sem perder o objetivo da mensagem.
O Impacto Emocional de Copycat: Uma Perspectiva Pessoal

Copycat foi um dos jogos mais emocionantes que já joguei. Apesar de alguns problemas (que detalharei adiante), a forma como o game aborda abandono, pertencimento e confiança me tocou muito. Várias vezes, deixei as lágrimas rolarem. Desse modo, passei quase 7 horas de gameplay torcendo por um final feliz para Dawn.
No início do texto, disse que a narrativa de Copycat era seu ponto forte. Não era exagero. Os desenvolvedores trataram temas sensíveis sob a ótica de um animal doméstico. Isso mostra que pets também podem sentir da mesma forma que humanos. Em suma, é uma história comovente que nos faz repensar nossa vida e como tratamos nossos animais.
Copycat no PS5 Vale a Pena?: Copycat oferece cerca de três horas de jogo dinâmico, com cenas que variam de exploração e caça a combates, inclusive nos sonhos de pantera de Dawn, sem nunca se estender demais. Apesar da narrativa por vezes desconfortável, é uma aventura gratificante. Ela, espera-se, inspirará tutores a refletirem sobre suas ações, garantindo aos seus animais o respeito e amor que merecem. – Jimmy
