Recebemos uma cópia de Ninja Gaiden: Ragebound do estúdio e, por isso, agradecemos muito pela oportunidade. Esta análise foi feita no PS5 e reflete nossa jornada completa por este título.
O que faz um jogo de ação 2D ser memorável? Para mim, a resposta está em clássicos como Blasphemous, Dead Cells e Katana Zero. Mas o novo Ninja Gaiden: Ragebound vai além. Ele não busca apenas diversão, mas sim uma experiência de precisão cirúrgica e um design que honra a história da série. Em outras palavras, o jogo é uma verdadeira carta de amor ao gênero, sem a necessidade de reinventar a roda. A partir dos primeiros momentos, com o protagonista Kenji em meio a um templo em chamas, a sensação de que estávamos diante de algo especial já era clara.
Um Combate Viciante e Intuitivo

A filosofia de Ragebound é simples, porém mortal: cada golpe é definitivo. A maioria dos inimigos é derrotada com um único ataque, uma característica que remete aos primeiros Ninja Gaiden e aos clássicos Castlevania. Mas não se engane. Essa simplicidade aparente esconde uma complexidade fascinante, pois cada confronto exige reflexos rápidos e uma leitura precisa dos padrões inimigos.
O controle é incrivelmente preciso e fluído. Pular, escalar e esquivar respondem com uma perfeição que dá ao jogador a sensação de domínio total sobre Kenji. Seu ataque principal é uma sequência de golpes de katana que podem ser combinados com pulos e dashes. Além disso, há a habilidade especial Hypercharged Slash. Para ativá-la, você precisa acertar inimigos com um brilho específico, um sistema de cores que exige o uso do personagem certo — Kenji ou Kumori. A princípio, parece complexo, mas logo se torna intuitivo e incrivelmente gratificante. O jogo, portanto, recompensa sua habilidade, não seu esforço repetitivo.
Kenji e Kumori: Uma Parceria Dinâmica

Aqui, você não controla o lendário Ryu Hayabusa. Em vez disso, a história é centrada em Kenji Mozu, um membro do Clã Hayabusa, em sua missão para deter uma ameaça demoníaca. Ele é acompanhado por Kumori, uma kunoichi do Clã Aranha Negra, tradicionalmente rival dos Hayabusa. A trama é direta, mas serve como um pano de fundo divertido para o que realmente importa: a dinâmica entre os dois.
A relação entre Kenji e Kumori é o coração narrativo do jogo. Os diálogos são leves e cheios de química, com um toque de humor sutil. Kumori não é apenas uma ajudante. Ela tem sua própria barra de ataque rosa e lança kunais em quatro direções, o que ajuda a controlar o campo de batalha. Quando os dois personagens se fundem, o sistema de combate se expande, e usar Kumori para abrir espaço antes de finalizar com Kenji se torna uma estratégia natural. Esta é uma sinfonia de destruição que nunca me fez sentir limitado. Sempre há uma maneira de sair de um sufoco, desde que você acerte o timing.
Uma Direção de Arte e Som Excepcionais

O visual do jogo é, sem dúvida, um dos seus maiores acertos. Conhecido por Blasphemous, o estúdio The Game Kitchen eleva a arte do pixel a um novo patamar. O nível de detalhe é insano. As animações de Kenji e Kumori são suaves e variadas, e cada inimigo tem uma silhueta distinta que facilita a identificação de seus movimentos. A direção de arte mistura o gótico de Castlevania com a vibe urbana de Ninja Gaiden Sigma. Os cenários não são apenas bonitos, mas também contam uma história. A violência é estilizada, mas intensa, e o sangue jorra de forma visualmente agressiva, porém coerente com o ritmo do jogo.
A trilha sonora de Ninja Gaiden: Ragebound é outro destaque. Ela mistura chiptune com instrumentos percussivos japoneses, respeitando a trilogia clássica e evocando memórias de Ninja Gaiden II. As faixas são envolventes e não se tornam repetitivas, mesmo depois de horas de jogo. Os efeitos sonoros, como os estalos dos golpes e o impacto das finalizações, completam a experiência, criando um ambiente sonoro preciso e imersivo.
Profundidade e Rejogabilidade Surpreendentes

Ragebound é mais do que uma série de fases para serem concluídas. Espalhados pelos mapas, os Golden Scarabs são coletáveis que desbloqueiam Talismãs, itens passivos que permitem ajustar o jogo ao seu estilo. Quer um desafio maior? Use um talismã que reduz sua vida. Quer focar em combos aéreos? Há talismãs para isso também. O sistema é leve e não intrusivo, mas adiciona profundidade para quem busca mais rejogabilidade.
E por falar em rejogabilidade, o jogo te convida a voltar após terminar a campanha. As fases têm rankings (de D a S) baseados em sua velocidade e dano recebido. Conseguir um Rank S é um desafio justo e viciante. Além disso, você desbloqueia novas dificuldades, modos de desafio e fases extras. O conteúdo não é inflado artificialmente, mas focado na sua vontade de melhorar e dominar o jogo. Isso, afinal, é algo raro nos dias de hoje.
Leia também:
Assassin’s Creed Shadows – Guia de Troféus
The Last of Us Part I – Guia para Platinar o game
Grand Theft Auto V – Guia de Troféus e Colecionáveis
Os chefes são o ápice do jogo. Cada um tem seu estilo e padrão únicos. Os confrontos lembram os melhores de Hollow Knight ou Ori. As lutas são justas; cada golpe inimigo é telegrafado com clareza. Desse modo, na terceira tentativa, você já está “dançando” com o chefe. Quando você o derrota sem tomar dano, a sensação de recompensa é uma das melhores que tive este ano.
✅ Siga nossas redes sociais!
Ninja Gaiden: Ragebound Vale a Pena?: Ninja Gaiden: Ragebound é, sem dúvida, um jogo que cativa e entrega. Com uma jogabilidade de alta qualidade e homenagens bem-vindas aos fãs da série, a experiência se torna fenomenal do começo ao fim. Por tudo isso, ele se consolida como um dos títulos mais fortes de seu gênero. – Jimmy

