A KRAFTON anunciou nesta quinta-feira (30) que PUBG, o battle royale que popularizou o gênero, está em desenvolvimento como série live-action na Netflix. Donald Glover (Atlanta, Community) será diretor, roteirista, produtor executivo e protagonista. Stephen Glover, seu irmão, também assina o roteiro e a produção executiva.
Até aí, é mais uma adaptação de videogame em Hollywood. O problema — ou a oportunidade — é que PUBG não tem trama. O jogo original, lançado em 2017, é multiplayer puro: 100 jogadores saltam em uma ilha, pegam armas e lutam até sobrar um. Não há protagonista, não há roteiro, não há história para adaptar.

Existe lore, e é bem estranha
A IGN Brasil detalhou que, apesar da ausência de narrativa no jogo, a KRAFTON construiu um universo nos bastidores . Os “Battlegrounds” seriam criação de um bilionário chamado Sergei Kalimnik, único sobrevivente de um ataque soviético à ilha fictícia de Erangel em 1965. Após 17 dias de conflito, ele teria comprado a ilha para recriar seu trauma em escala global — forçando 100 pessoas a lutar até a morte enquanto elites assistem de longe, algo comparável aos VIPs de Round 6 .
É material suficiente para Glover trabalhar. E, considerando seu histórico em Atlanta e Swarm, a aposta é que ele não vá pelo caminho óbvio.
Netflix e videogames: uma relação em expansão
A série de PUBG se soma a uma lista crescente de adaptações da Netflix, que já inclui Devil May Cry, Cyberpunk: Edgerunners e Castlevania, além de projetos futuros de Assassin’s Creed e Diablo . Para a KRAFTON, é a chance de transformar PUBG em uma marca de entretenimento que vai além dos jogos — com sete recordes mundiais do Guinness e uma base de fãs global que sustenta a franquia desde 2017.
Ainda não há data de estreia, número de episódios ou elenco adicional confirmado. Mas, com Glover no comando de um jogo sem história, a série de PUBG já se tornou uma das adaptações mais curiosas em desenvolvimento.