Agradecemos à Focus Entertainment pela gentileza de nos ceder uma key de PS5 para a realização desta análise de John Carpenter’s Toxic Commando. O acesso antecipado ao jogo não influenciou nossa opinião — todo o caos zumbi relatado aqui foi vivido com total honestidade.
Ficha Técnica
| Desenvolvedora | Saber Interactive |
| Plataformas | PC, PS5, Xbox Series X/S |
| Gênero | Ação / Shooter Cooperativo |
| Jogadores | 1–4 (online, crossplay) |
| Tempo estimado | 15–25h |
O cinema dos anos 80 virou jogo — e funciona

Se você considera Aventureiros do Bairro Proibido um dos melhores filmes de Sessão da Tarde, já brincou de ser Snake Plissken no corredor de casa e ainda se arrepia ao lembrar de A Coisa, então John Carpenter’s Toxic Commando foi feito para você. E não é força de expressão: o próprio Carpenter assina o jogo — o mesmo criador de todos esses clássicos — e a produção faz questão de deixar isso evidente em cada frame, cada sintetizador e cada frase de efeito disparada pelos personagens.
No geral, o resultado é um shooter cooperativo em primeira pessoa que não tenta ser o que não é. Acima de tudo, ele quer ser barulhento, exagerado, estiloso e completamente descompromissado. E, na maior parte do tempo, consegue exatamente isso.
A missão que deu tudo errado (de propósito)

A história começa como toda boa premissa oitentista: um grupo de mercenários recebe um trabalho aparentemente simples — entregar um contêiner misterioso a um cientista, em um lugar que já parece suspeito de longe. Naturalmente, nada sai como planejado.
A região está sob confinamento, e monstros mortos-vivos mutantes dominam cada esquina. Além disso, o contêiner — que guardava a única substância capaz de destruir a criatura responsável por tudo aquilo — acaba destruído no caos da missão. Pior ainda: os quatro mercenários contraem a contaminação no processo.
Ainda assim, Leon, o cientista que os contratou, consegue conter a intoxicação com trajes especiais desenvolvidos às pressas. O problema é que “temporariamente contida” está longe de significar “resolvida”. Por isso, para sobreviver — e ainda receber o pagamento combinado —, o grupo precisa mergulhar de volta no território infestado em busca de uma nova fonte de energia para a arma que pode acabar com a ameaça.
Gameplay: caos coordenado (ou não)

John Carpenter’s Toxic Commando divide sua campanha em oito capítulos, cada um com missões espalhadas por mapas que funcionam como pequenos mundos abertos. Os objetivos principais fazem a história avançar, mas explorar cada área com calma rende recompensas valiosas: segredos escondidos, equipamentos raros, veículos com combustível suficiente para tornar tudo ainda mais caótico, e caixas especiais que exigem peças específicas para abrir.
Por isso, uma missão bem explorada pode durar cerca de uma hora — tempo suficiente para perceber que aquele mapa tem vida própria além das hordas que surgem pela frente.
Cada mercenário assume uma das quatro classes, desbloqueadas pela contaminação inicial:
- Atacante — dano puro, sem cerimônia.
- Médico — suporte e resgate de aliados caídos.
- Operador — assistência via drone.
- Defensor — absorção de dano e proteção do grupo.
Entre as missões, o grupo retorna ao laboratório de Leon, que funciona como hub central. Lá, os jogadores montam conjuntos de habilidades, personalizam armas com bocais, miras e tipos de munição, e ainda participam de minigames. Vale destacar que o sistema de progressão funciona de forma individual por classe: a experiência que o jogador acumula como Atacante não alimenta o progresso do Médico. Isso incentiva — e quase obriga — a dedicar tempo a cada classe separadamente.
Além disso, o ciclo de recompensas é generoso e constante. O jogo nunca deixa de oferecer ao jogador um motivo para continuar evoluindo.
Solo x Cooperativo: a diferença é real

Jogar sozinho é possível — bots assumem o papel dos companheiros com inteligência artificial minimamente funcional, e um botão dedicado permite comandos básicos como pedir apoio ou solicitar peças. Funciona, mas funciona como plano B.
Por outro lado, a essência de Toxic Commando aparece de verdade quando há outros jogadores do outro lado da tela. A coordenação para dividir o esquadrão, cobrir flancos e limpar áreas infestadas cria situações que os bots simplesmente não conseguem replicar. Além do mais, o caos entre amigos gera momentos memoráveis — e até os erros coletivos têm graça.
Com suporte a crossplay e matchmaking público disponível no lançamento, portanto, não há desculpa para não reunir a equipe.
Estética e trilha sonora: Carpenter assina embaixo
A influência de John Carpenter vai muito além do nome na capa. O tom do jogo — que mistura horror, humor e ação sem freios — reflete diretamente o estilo do cineasta. Além disso, a trilha sonora carregada de sintetizadores faz um aceno constante à era dos filmes B de ficção científica e terror dos anos 80. Da mesma forma, as frases de efeito dos personagens carregam exatamente a energia que você esperaria de um roteiro escrito naquela época.
Para quem cresceu com essa estética, consequentemente, a experiência beira o afeto.
John Carpenter’s Toxic Commando Vale a Pena?: John Carpenter's Toxic Commando não tenta reinventar o gênero, mas entrega uma experiência cooperativa divertida e estilosa com personalidade própria. A estrutura de missões, as classes complementares e o ciclo de progressão constante constroem um jogo que recompensa quem investe tempo — especialmente ao lado de outras pessoas. A experiência solo existe e funciona razoavelmente, mas não representa a essência do título. Sendo assim, se você tem ao menos um amigo disposto a encarar o apocalipse zumbi estilo anos 80, Toxic Commando surge como uma das surpresas mais sólidas do catálogo cooperativo de 2026. – Jimmy
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