A Anshar Studios e 3D Realms trazem Painkiller de volta, prometendo uma reinvenção moderna da clássica franquia de FPS. O novo título mergulha no frenesi gótico e introduz um modo cooperativo online para até três jogadores (e a opção de jogar single-player com bots). A premissa é clara: você deve aniquilar legiões demoníacas em cenários que parecem saídos de um pesadelo arquitetônico.
O enredo estabelece rapidamente a missão: após pecar contra o Paraíso, o Purgatório confina o protagonista. Sua chance de liberdade está em se juntar aos Campeões para evitar que o anjo caído Azazel liberte seus exércitos sobre a Terra. Nossa jornada é marcada por confrontos contra hordas de demônios e os imponentes Nefilim, filhos de Azazel.
A grande questão é: esta nova interpretação de Painkiller dispara um tiro certeiro no gênero, ou ela se perde nas sombras do Purgatório? Mergulhamos no game para descobrir.
Nota de Transparência
Agradecemos à Saber Interactive por fornecer uma chave de acesso (key) da versão de PS5 para que o site CasaPlayStation pudesse realizar esta análise. A análise foi conduzida integralmente na versão de PS5.
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🎨 Direção de Arte e Cenários: Um Purgatório Visualmente Rico
O aspecto que imediatamente conquista é o design visual. O jogo divide nove missões abrangendo três biomas distintos, e a direção de arte é claramente o maior acerto da Anshar Studios. Cada ambiente possui uma identidade forte: desde uma fábrica que cospe o fogo do inferno, passando por um complexo sistema de cavernas sombrias, até uma trilha de ossos que culmina em uma versão corrompida da Árvore do Conhecimento, resquício do Jardim do Éden.
Com efeito, a atmosfera é densa e opressiva, o que, ironicamente, funciona perfeitamente para um jogo em que você é o algoz de demônios.

🎭 Narrativa e Diálogos
Infelizmente, a trama de Painkiller não sustenta o peso visual. O foco no gameplay e principalmente no cooperativo é evidente, já que o jogo sempre exige o suporte de dois companheiros (bots ou humanos) e apresenta quatro Campeões jogáveis, cada um com um background próprio.
Apesar da tentativa de construir histórias pessoais, elas acabam soando superficiais e sem profundidade. Todos os personagens cumprem penitência no Purgatório e o anjo Metatron os recruta, contudo, a história rapidamente indica que “nem tudo é o que parece”. Porém, antes que qualquer desenvolvimento significativo ocorra, a narrativa sofre um corte brusco. A sensação é que a equipe guardou o desfecho, talvez, para um futuro DLC ou expansão.

⚙️ Desempenho e Áudio: Ruído no Purgatório
Em termos técnicos, a experiência é instável. O áudio, por exemplo, apesar de ter boa qualidade base, sofre com falhas, cortes e picos de volume que irritam. A trilha sonora, com suas batidas de heavy metal, certamente tenta evocar a mesma energia de DOOM, mas não alcança o mesmo impacto.
Além disso, o desempenho é inconsistente. Mesmo jogando offline, o movimento de aliados e inimigos demonstrava stutters que simulavam uma queda de conexão. Curiosamente, o modo online não era muito diferente, e ele apresentava falhas semelhantes.
🔫 O Arsenal: O Ponto Alto da Redenção

Se Painkiller se redime em algum lugar, é no seu arsenal. Sem dúvida, o grande trunfo do jogo são suas armas, que introduzem uma diversidade extrema e tornam o gameplay deliciosamente frenético. Desde a primeira vez que eu disparei a Electrodriver — que lança shurikens em alta velocidade —, a diversão já se estabelecia. A lista segue com a espingarda de impacto, que é absurdamente potente, e a SMG, que se juntou à lista de favoritas imediatas. São apenas seis armas, mas cada uma delas é magistralmente desenhada e proporciona uma experiência tátil e destrutiva que garante a alegria do jogador, mantendo o gameplay sempre divertido e dinâmico.
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A Imersão do DualSense em Painkiller
Este impacto se amplifica no PS5, graças ao uso exemplar do feedback tátil e dos gatilhos adaptáveis, onde o jogador sente cada disparo de forma única e visceral. Além disso, cada arma não se resume ao disparo primário, mas também oferece disparos alternativos e melhorias de dano elemental que o jogador pode desbloquear. Com efeito, a Anshar Studios demonstrou um mérito notável ao explorar esses recursos do console, elevando o combate a um nível empolgante.
Cada arma não se resume ao disparo primário, mas também oferece disparos alternativos e melhorias de dano elemental (fogo, gelo ou eletricidade) que o jogador pode desbloquear. As animações dessas habilidades são espetaculares e elevam o combate a um nível empolgante.
📉 Progressão
Apesar do design de armas brilhante, a jogabilidade central rapidamente esbarra na repetição. A base do gameplay consiste em eliminar ondas de inimigos em arenas, interagir com objetos (encher latas de sangue ou acender lanternas) para abrir passagens, e enfrentar mini-chefes.
A principal crítica de Painkiller reside no sistema de progressão. Desbloquear o arsenal completo exige uma quantidade excessiva de moedas no jogo. O processo parece artificialmente esticado, o que, inevitavelmente, desmotiva o jogador, visto que o conteúdo não oferece a variedade necessária para justificar tal grind.
Painkiller Vale a Pena?: Painkiller (2025) entrega uma experiência cooperativa fluida e dinâmica ao abraçar o modelo live service, mas esse acerto técnico vem com um custo: a alma característica da série que encantou os fãs originais. A evolução agradará novos jogadores, mas deixa para trás quem esperava a essência clássica. – Jimmy
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