A SEGA, em parceria com a Lizardcube – o mesmo estúdio que nos presenteou com a revitalização de Streets of Rage 4 –, lança Shinobi: Art of Vengeance, um título que traz de volta o lendário Musashi em uma nova e impactante fase de sua vida. Após anos consolidado como um guerreiro invencível, ele encontra paz como mestre da próxima geração do Clã Oboro, prestes a se tornar pai. Contudo, essa serenidade é brutalmente quebrada com a chegada de Lord Ruse e da corporação militar ENE Corp, que deixam um rastro de destruição em tudo que se relaciona ao clã. O massacre força Musashi a vestir novamente a máscara do guerreiro e a buscar vingança.
Gostaríamos de agradecer à SEGA pelo envio da chave de PlayStation para esta análise. Agradecemos a oportunidade de trazer aos nossos leitores uma perspectiva detalhada sobre Shinobi: Art of Vengeance.
Narrativa e Apresentação: A Força da Ação

A narrativa se desenrola de forma direta, como uma campanha solo cativante. O jogo opta por poucos diálogos, mas possui um charme peculiar: Musashi não profere palavras, emitindo apenas grunhidos ameaçadores. Em tempos atuais, isso poderia facilmente ser motivo de zombaria. No entanto, o jogo abraça essa característica com seriedade. Ninguém questiona a ausência de falas; Musashi é, simplesmente, um homem de ação.
Jogabilidade: Precisão e Poder Ninja
A ação é o cerne de Art of Vengeance. Embora demore um pouco para engrenar, o jogo rapidamente encontra seu ritmo, colocando o jogador no papel de um ninja ágil, preciso e letal. As sequências de perseguição são um espetáculo à parte; em uma delas, Musashi termina a cena surfando em um míssil! Para os fãs da franquia, essa intensidade pode soar familiar, mas para novos jogadores, é uma introdução poderosa ao universo Shinobi.
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Um Combate Tecnicamente Brilhante
O combate é, sem dúvida, outro ponto alto. Embora seja possível superar inimigos básicos com ataques leves e pesados, o jogo incentiva ativamente o uso de técnicas mais avançadas. As habilidades “Ninpo” e “Ninjutsu”, que Musashi adquire com o tempo, adicionam uma nova dimensão à jogabilidade.
O Ninpo é ideal para quebrar defesas e finalizar combos, permitindo uma fluidez impressionante nos confrontos. Além disso, o jogador pode arremessar kunais, adicionando um elemento tático ao combate à distância. O Ningi engloba um conjunto de habilidades e ferramentas que auxiliam tanto na exploração quanto no combate, oferecendo versatilidade ao jogador. Por fim, o Ninjutsu é uma habilidade especial, ativada após o preenchimento da barra de fúria, que serve como um trunfo poderoso nos momentos mais críticos, sempre acompanhado de animações espetaculares.

Exploração e Desafios: Um Mundo Rico em Detalhes
A estrutura das fases também merece destaque. Cada estágio é entregue com um visual que convida à exploração minuciosa. Musashi pode utilizar saltos duplos, ganchos, planadores e investidas aéreas para navegar por caminhos escondidos ou superar plataformas desafiadoras. A combinação dessas mecânicas é intuitiva, mas o jogo exige precisão; um erro pode significar reiniciar longos trechos da fase.
No entanto, os mapas não são interligados da maneira que é costumeira em jogos do gênero metroidvania. Em vez disso, cada fase apresenta segredos, como baús que contêm recompensas valiosas. Além disso, encontramos as Forças de Elite, que são desafios onde o jogador deve derrotar ondas de inimigos. Ao completar todas as Forças de Elite de uma fase, um item especial é concedido.
Você também se deparará com a Fenda Ankou. Esta área específica desafia as habilidades do jogador a superar uma série de obstáculos complexos. Ao final de cada fenda, um baú com um item especial aguarda aqueles que provarem seu valor.

Visual e Design: Uma Obra de Arte Interativa
Visualmente, o jogo é um deleite. O “Art” no título não está ali por acaso. Com um estilo artístico desenhado à mão, inspirado na caligrafia e na estética da tinta japonesa, Shinobi: Art of Vengeance se destaca em cada frame. Apesar de ser um jogo 2D, o cenário é rico em profundidade, com camadas visuais que criam uma ilusão de tridimensionalidade. Por outro lado, esse cuidado visual tem um pequeno inconveniente: objetos do primeiro plano podem, ocasionalmente, obscurecer caminhos ou inimigos, o que pode ser frustrante em momentos cruciais.
Rejogabilidade e Acessibilidade: Para Todos os Ninjas
Mesmo após o término da campanha principal, o título oferece motivos convincentes para continuar jogando. Existem desafios extras, como as Ankou Rifts, que combinam combate intenso com plataformas desafiadoras. E para os mais puristas, o Modo Arcade entrega ação pura, sem interrupções narrativas.

Outro ponto a ser elogiado é a acessibilidade. A Lizardcube permite que jogadores menos experientes ajustem o nível de dificuldade em detalhes: é possível reduzir o dano dos inimigos, o impacto dos golpes e até a penalidade ambiental, tudo com precisão percentual. Há ainda opções que facilitam a execução de combos e efeitos de amuletos. Embora a maioria dos jogadores talvez não precise recorrer a essas opções, é louvável que elas existam.
Shinobi: Art of Vengeance Vale a Pena?: Shinobi: Art of Vengeance é um excelente jogo de ação e plataforma 2D. A Lizardcube entregou um sistema de combate afiado e um platforming desafiador, mas sempre justo. Com uma apresentação audiovisual quase impecável, o jogo se prova um herdeiro digno da clássica série Shinobi. Se você curte o gênero, precisa jogar. – Joao Henrique
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